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Baños Árabes de Córdoba
Baños Árabes
de Córdoba
Lendas de Córdoba

7 Lendas de Córdoba que Ecoam nas suas Ruas

Córdoba não encanta apenas com a sua arquitetura e os seus pátios. As lendas que percorrem as suas ruas conferem-lhe um mistério que não se vê nos guias turísticos. Estas são sete histórias que se contam em voz baixa no bairro antigo.

1

A Lenda do Cristo dos Lampiões

A lenda do Cristo dos Lampiões é uma das mais emblemáticas de Córdoba, situada na histórica Plaza de los Capuchinos e criada em 1794 pelo escultor Juan Navarro León.\n\nSegundo a lenda, todas as noites um homem encapuzado, cujos pés não tocam o chão, dirige-se à praça e ajoelha-se aos pés do Cristo, numa aparente busca de conforto ou redenção.\n\nEste relato nasceu da história de um homem encontrado meio moribundo aos pés do Cristo. A lenda tornou esta praça um símbolo de fé e cultura em Córdoba.

2

Os Fantasmas da Faculdade de Direito de Córdoba

A lenda dos fantasmas da Faculdade de Direito e Economia circula entre estudantes, trabalhadores e habitantes da cidade. Antigo Convento do Carmo, é palco de lendas sobre aparições de monges e soldados de tempos passados.\n\nSegundo os relatos, estas figuras etéreas deslizam pelos corredores e sussurram nas salas vazias, criando uma atmosfera de mistério.\n\nEstes relatos foram inclusive estudados pela equipa do programa de televisão Cuarto Milenio.

3

As Cabeças dos Infantes de Lara

A lenda das Cabeças dos Infantes de Lara relata um episódio trágico da Idade Média, no qual os Sete Infantes de Lara foram assassinados em Sória por ordem de Ruy Velázquez, devido a uma intriga palaciana. Posteriormente, as suas cabeças foram trazidas e penduradas nos arcos do beco mourisco da Casa de las Cabezas em Córdoba, para mostrar a vingança consumada.\n\nEsta história perdurou no tempo e é hoje recordada no nome da Calle Cabezas e da Casa de las Cabezas.

4

A Lenda da Menina do Palácio de Orive

A lenda da Menina do Palácio de Orive, em Córdoba, transporta-nos ao século XVII, durante a festividade da Fuensanta. Conta-se que o corregedor Carlos de Ucel e a sua filha Blanca se encontraram com ciganos no Palácio de Orive. Após um encontro infeliz, a menina desapareceu e nunca foi encontrada.\n\nDesde então, diz-se que nas noites da festividade se ouvem choros e aparições espectrais que evocam a trágica perda da filha do corregedor.

5

O Túnel da Mesquita de Abd al-Rahman

A lenda do túnel da Mesquita de Córdoba é um relato popular transmitido ao longo dos anos. A lenda sustenta que existe um túnel subterrâneo que liga a cidade palatina de Medina Azahara à Mesquita de Córdoba, permitindo ao califa aceder diretamente à Mesquita a cavalo para dirigir as orações diárias.\n\nMenciona-se também outro túnel, o \u00abSabat\u00bb, que ligava o Alcácer à Mesquita. O Califa usava-o para não ser visto pelo povo quando ia rezar.\n\nA lenda perdura e continua a ser um relato popular entre habitantes e visitantes de Córdoba.

6

A Coluna do Inferno na Mesquita

A Lenda da Coluna do Inferno na Mesquita-Catedral de Córdoba narra que uma das colunas foi esculpida nas próprias entranhas do inferno, e transportada magicamente para a Mesquita. Diz-se que, ao raspá-la, a coluna libertava um cheiro a enxofre, evocando a sua origem infernal.\n\nEmbora a coluna esteja hoje protegida, a lenda persiste como uma intrigante mistura de sagrado e profano.

7

Almanzor e os Sinos de Santiago

Almanzor, o senhor da guerra que dá nome à rua onde se encontram os nossos banhos árabes, é protagonista de uma das lendas mais conhecidas da Espanha medieval. Depois de saquear Santiago de Compostela no ano 997, ordenou que os prisioneiros cristãos carregassem os sinos da catedral aos ombros até Córdoba, percorrendo centenas de quilómetros.\n\nUma vez na capital do Califado, os sinos foram instalados invertidos como lâmpadas de azeite na Mesquita. Ali permaneceram mais de dois séculos, até Fernando III reconquistar Córdoba em 1236 e ordenar que os prisioneiros muçulmanos os devolvessem a Santiago, também aos ombros.\n\nA Calle Almanzor, onde hoje pode passear a caminho dos nossos banhos árabes, conserva o nome daquele homem cujo poder transformou a cidade. As pedras que pisa carregam o seu nome há mil anos.

Depois de percorrer as ruas onde aconteceram estas histórias, os pés pedem descanso e a cabeça pede pausa. Os Banhos Árabes de Córdoba ficam na Calle Almanzor, a mesma que leva o nome de uma destas lendas. A trinta metros da Sinagoga, a três minutos da Mesquita. Se a cidade o encheu de história, a água quente do hammam ajudá-lo-á a digeri-la.

MG

Manuel García

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